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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Rotina.

Três da manhã, dormi. Duas da tarde acordei, mas não levantei. Revirei-me pela cama jogando travesseiro no chão e enroscando o lençól lavado nas canelas. Eu estava conciente, podia sentir, ouvir mas não queria ver. Não queria abrir os olhos, não queria ver que ali estava eu em outro dia igual aos outros aonde eu me lavo, como, e vou para o computador. Arrisco notas melancólicas na guitarra e sempre volto ao computador. Vejo suas fotos, nossas fotos, ouço minhas músicas, nossas músicas. Lembro do passado e da dor que ficou ao saber que não é mais hoje o que foi ontem. Dói saber que nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que é bom é pra sempre. Talvez eu não devesse ser tão radical. Talvez eu devesse ser mais solidário e pensar um pouco em você.
Pensar? Porque pensar? Todas as outras vezes eu sei que fui eu que me dooei, e que aguentei com força as dores pesadas que me atingiram o peito. Pelo menos uma vez quero o meu valor.
E o tempo passa, os sites passam, as músicas passam, e eu sempre volto ao velho Van Halen e aos meus textos melancólicos e idiotas que escrevo hora sim, hora não quando não me vem a maldita da preguiça (preguiça essa que me artomenta na hora de levantar). Recebo ligação, me chamam pra sair. Era tudo que eu queria, mas de repente não quero mais.
Tudo o que o passado me trás é saudade e desânimo. Nostalgia e insegurança. Tristeza e uma triste e inesplicável solidão. Converso na internet com pessoas de outros países, outros estados, buscando compartilhar o que sinto e o que penso. Esperando que alguém atenda com as mesmas espectativas que as minhas. Desligo o computador apressado com os berros do meu pai. E me deito pronto para rolar por no mínimo meia-hora a pensar naqueles que estão longe e me trazem a saudade a tona. Três horas da manhã, dormi.

1 comentários:

Diogo Figueiredo disse...

sao questionamento q passa na cabeça de todos

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